domingo, 16 de setembro de 2012
Chuva de granizo
Minha alma esta sedenta...
Não há água que sacie minha sede...
Estou num deserto e tudo que vejo é miragem
Tenho que chegar num lugar onde possa descansar
o sol me castiga
minhas pernas não aguentam mais
Minha cabeça roda, roda, roda
Quero anestesiar essa dor
Nem dormindo não passa
Saudades da chuva
Que molha meu rosto e borra minha maquiagem
Que lava minha alma
Amigo que não fala
Aqui sou eu mesma, sem temores , sem receios de ser eu mesma
mesma cheia de medo eu enfrento eles, na chuva de granizo
eu rodopio na chuva
Eu canto alto igual ao Rei Davi
Eu canto, eu pulo eu danço
Eu não sei mais se é alegria ou é tristeza
Mas é solidão
E escuto : " não mais isolada como na morte
mas exilada nos meu conflitos internos
na minha iritabilidade
na minha eterna insaciedade de algo mais
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